RAM Newsedan

Review: Ram 2500 Laramie 4x4 Crew Cab

Apesar de ser consumida por picapeiros, a Ram 2500 é, em essência, um caminhão. Tanto que para dirigir uma é preciso ter carteira de habilitação categoria C. Não é só isso. "Os vendedores são instruídos a informar não só a necessidade da habilitação especial. O proprietário passa a seguir as leis específicas de caminhões, como limite de velocidade e zonas de restrição de rodagem, por exemplo", diz Rafael Filon, gerente de produto da marca no Brasil.

Depois de passar 2015 praticamente inteiro longe do Brasil, a Ram volta à cena, já como modelo 2016 e com preço anunciado de R$ 249 900. Apesar do desenho básico ter sido mantido, foram aplicados muitos avanços técnicos. O motor segue sendo um seis-cilindros em linha de 6,7 litros, turbodiesel, mas com muito mais atributos: a potência saltou de 310 para 330 cv e o torque de 84 para descomunais 104 mkgf.

A capacidade da picape, lógico cresceu junto: se antes ela podia rebocar uma carga de 5500 kg, agora ela leva até 7750 kg - sim, alguns americanos arrastam trailers com esse peso. A suspensão também mudou: se antes o elemento elástico da traseira era com feixe de molas, agora é com molas helicoidais. Ou seja, apesar do perfil pau-pra-toda-obra, a Ram 2500 ganhou tempero de carro de passeio. Os executivos da marca garantem que a alteração não compromete a dirigibilidade, segurança ou durabilidade mesmo com a caçamba carregada.

Dentro do que se pode esperar de um veículo deste porte (são 6,03 metros de comprimento e peso de 3,41 toneladas), o gigante americano até que se mostra obediente. Ao menor sinal de escorregamento nas curvas, o controle de estabilidade entra em ação, devolvendo ao piloto o comando absoluto.

Sobre terra molhada, os pneus de uso misto decepcionam: a lama os envolvem rapidamente, pois os canais estreitos surtem pouco efeito de expulsão. Em compensação, no asfalto rodam silenciosos e suaves. A direção tem boa dose de assistência, mas é muito indireta e com resposta lenta aos movimentos, bem ao gosto do motorista norte-americano.

Fonte: Quatro Rodas